
| Primeiro aterro sanitário por consórcio do Estado é construído no Sul de Minas |
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Sandra Albuquerque
O aterro sanitário é a forma correta para a disposição dos resíduos sólidos urbanos, pois a área onde ele funciona é previamente impermeabilizada, não havendo contaminação do solo nem do lençol freático. Em Itajubá, o aterro de 560.000 m² terá capacidade para receber até 53 toneladas de lixo por dia.
A obra também foi estabelecida de acordo com a Legislação Federal de Consórcios Públicos. As câmaras municipais de vereadores das seis cidades consorciadas aprovaram leis que autorizam cada município a participar do projeto.
Consórcio intermunicipal possibilita construção de aterro sanitário no Sul de Minas Sandra Albuquerque Orçado em um milhão de reais, o aterro sanitário seria um sonho para qualquer cidade pequena em termos econômicos. O consórcio feito no Sul de Minas possibilitou a transformação desse sonho em realidade, pois os gastos com o projeto foram divididos entre os municípios, proporcionalmente ao número de habitantes.
Cidades consorciadas planejam o destino do lixo Sandra Albuquerque
Saiba como o consórcio vai ajudar os municípios Como o lixo era tratado antes do consórcio Confira o dia a dia da Associação dos Catadores Itajubenses de Material Reciclável (Acimar) Conheça as diferenças entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário
Sandra Albuquerque Para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) a iniciativa dos municípios de Itajubá, Piranguinho, Piranguçú, São José do Alegre, Wenceslau Braz e Delfim Moreira em construir um aterro sanitário por meio de consórcio intermunicipal é um exemplo que merece ser copiado por todo o Estado de Minas Gerais e até mesmo pelo país. De acordo com a diretora de Execução de Projetos em Saneamento, Edicleusa Veloso, a instalação de aterros sanitários por consórcio obedece à legislação ambiental vigente reduzindo a quantidade de resíduos sólidos depositados no meio ambiente e dispondo-os de forma adequada. Além disso, essa política traz também vantagens para os municípios consorciados, como a redução de custos com o tratamento do lixo devido à divisão dos valores entre os participantes, aumento da receita em virtude do ICMS Ecológico que os consorciados passam a receber e obtenção de recursos a partir de processos de reciclagem, compostagem e de material coletado por meio da implantação da coleta seletiva municipal. A ação em conjunto para resolver, ou ao menos minimizar, o problema do lixo é uma atitude reconhecida pela secretaria como positiva e importante, que revela uma avançada visão ambiental e tecnológica. “Se pensarmos progressivamente, o Sul de Minas será uma das primeiras regiões a implantar uma usina de geração de energia a partir do lixo. É uma região que está à frente ecologicamente, muito competitiva nessa área e que quer dar melhor qualidade de vida à sua população”, finaliza Edicleusa. Leia também: Primeiro aterro sanitário por consórcio de Minas Gerais é construído em Itajubá Saiba como o consórcio vai ajudar os municípios Como o lixo era tratado antes do consórcio Confira o dia a dia da Associação dos Catadores Itajubenses de Material Reciclável (Acimar) Conheça as diferenças entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário
Sandra Albuquerque A construção de aterros sanitários por consórcio pode ser uma alternativa para os problemas ecológicos e econômicos enfrentados pela maioria dos municípios. “No Sul de Minas é complicado respeitar a legislação ambiental vigente, devido aos lençóis freáticos e às Áreas de Proteção Ambiental (Apas), falta área para a implantação de aterros, por isso o consórcio pode ser a solução”, revela Edicleusa, diretora de Execução de Projetos em Saneamento da Sedru. A Secretaria atua em três frentes na instalação de aterros sanitários no Estado. Uma delas é o processo de estruturação jurídica para fomentação do consórcio. A Sedru também fica responsável pela assistência técnica na instalação do aterro e apoio às cidades na captação de recursos e implantação da coleta seletiva.
Sandra Albuquerque Antes do estabelecimento do aterro controlado de Itajubá, o lixo dos municípios vizinhos, Piranguinho, Piranguçú, São José do Alegre, Wenceslau Braz e Delfim Moreira era jogado de forma irregular e desordenada no lixão da cidade. O lixo de Piranguinho, por exemplo, não passava por nenhum tratamento nem mesmo o manejo ecologicamente correto. Era simplesmente recolhido e jogado no lixão sem nenhuma preocupação. A união das seis cidades para tentar minimizar os danos ambientais e econômicos do lixão, transformando-o em aterro controlado, deu origem à idéia do consórcio intermunicipal para a instalação de um aterro sanitário em comum. Para o prefeito de Piranguinho, Adoniran Martins Renó, o aterro sanitário é importante por ser uma alternativa para o destino final do lixo pelos próximos 20 anos, podendo se estender ainda mais se a quantidade de resíduos depositados diminuir. “Toda essa referência do aterro sanitário levará a uma maior conscientização de toda a população a respeito do desperdício e da produção do lixo”, diz Adoniran. O município de Piranguinho produz em média 2,4 toneladas de lixo por dia. A cidade de Piranguçú produz diariamente cerca de uma tonelada de resíduos. Lixo que também não recebia nenhum tipo de tratamento antes do consórcio para construção do aterro sanitário. “O aterro sanitário é muito importante para a população de nosso município, tendo em vista que irá tratar o lixo de maneira correta, não havendo prejuízos ao meio ambiente”, diz a diretora do Departamento de Administração de Piranguçú, Gleisse Mara Dias Chaves Rennó. Hoje, Piranguinho já possui a coleta seletiva, que é realizada pela Associação dos Catadores de Recicláveis do município. E Piranguçú seguiu o exemplo com a União de Catadores da cidade, que realiza a coleta seletiva nas áreas urbana e rural. Leia também: Primeiro aterro sanitário por consórcio de Minas Gerais é construído em Itajubá A participação da Sedru no consórcio Como o lixo era tratado antes do consórcio Confira o dia a dia da Associação dos Catadores Itajubenses de Material Reciclável (Acimar) Conheça as diferenças entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário
Sandra Albuquerque
O lixo gerado nas cidades de Itajubá, Piranguinho, Piranguçú, São José do Alegre, Wenceslau Braz e Delfim Moreira sempre foi depositado de maneira irregular e inadequada, a céu aberto, em uma área pertencente ao município itajubense, conhecida como lixão. Depois de inúmeras multas e autos de infração ambiental, a Prefeitura decidiu trabalhar para reverter essa situação. Em 2005, para atender às normas estabelecidas pelo Copam foi estabelecida uma série de modificações para que o lixão de Itajubá se transformasse em aterro controlado. Essas alterações começaram com a retirada dos catadores de material reciclável do local. As obras de regulamentação também incluíram o cercamento da área e construção de uma guarita, instalação de uma balança e de uma câmara fria para armazenamento adequado do lixo hospitalar, compactação e cobertura diária dos resíduos e a drenagem das águas pluviais e do chorume. Como forma de proteção e preservação da área do aterro, ela foi cercada com plantas trepadeiras, as chamadas cercas vivas. Essas modificações foram feitas para tentar minimizar os danos e impactos ambientais e diminuir os gastos com multas causados pelo lixão. Para transformar o antigo lixão em aterro controlado, as prefeituras de Itajubá e dos cinco municípios vizinhos que também depositavam seu lixo no local, utilizaram como recurso um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC). Com esse TAC, o dinheiro que seria gasto com o pagamento de mais uma multa, em recursos para investimentos nas obras de modificações necessárias para classificar o aterro como controlado. Só o município de Itajubá investiu um montante de R$68.965,30, entre despesas com máquinas e material. O aterro controlado de Itajubá será desativado em breve, assim que o aterro sanitário começar a funcionar. A intenção é restaurar toda a área ocupada pelo lixo hoje, a fim de que ela se transforme em um bosque ou parque aberto à comunidade.
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Sandra Albuquerque Catadores do antigo lixão de Itajubá montam associação Sandra Albuquerque
Hoje eles chegam a retirar do lixo mais de 20 toneladas de material reciclável por mês. Ainda é pouco, pois não chega a 10% de tudo o que poderia ser reciclado, mas já é uma contribuição importante para o meio ambiente. Como parceira da Acimar, a Prefeitura ficou responsável pelo pagamento de despesas como: aluguel do galpão onde a associação funciona, água, luz e telefone. Ela também disponibilizou um caminhão para a coleta de materiais e uma prensa industrial para os associados.
Primeiro aterro sanitário por consórcio de Minas Gerais será construído em Itajubá A participação da Sedru no consórcio Saiba como o consórcio vai ajudar os municípios Como o lixo era tratado antes do consórcio Conheça as diferenças entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário
Conheça as diferenças entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário
Um lixão é uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos, caracterizada pela simples descarga do lixo sobre o solo, sem nenhuma preparação anterior e sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. Nele os resíduos são deixados a céu aberto e não existe nenhum controle quanto aos tipos de material depositados e quanto ao local de disposição.
O aterro controlado é uma fase intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. Normalmente, o aterro controlado é uma célula adjacente ao lixão que foi remediado, ou seja, que recebeu cobertura de argila e grama idealmente selado com manta impermeável para proteger a pilha de lixo da água de chuva e captação de chorume e gás.
A participação da Sedru no consórcio Saiba como o consórcio vai ajudar os municípios Como o lixo era tratado antes do consórcio Confira o dia a dia da Associação dos Catadores Itajubenses de Material Reciclável (Acimar)
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