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Primeiro aterro sanitário por consórcio do Estado é construído no Sul de Minas Imprimir E-mail
Primeiro aterro sanitário por consórcio do Estado é construído no Sul de Minas
Consórcio intermunicipal possibilita construção de aterro sanitário no Sul de Minas
Cidades consorciadas planejam o destino do lixo
Aterro sanitário é considerado como visão ambiental avançada
Consórcio facilita implantação de aterros
Municípios veem aterro sanitário como garantia de futuro
Lixão é transformado em aterro controlado em Itajubá
Conheça a rotina do aterro controlado de Itajubá
Governo do Estado determina norma para deposição de lixo
Catadores de lixo de Itajubá montam associação
Conheça as diferenças entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário
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Sandra Albuquerque

M Semma Itajubá
Prefeitura de Itajubá diz que o novo aterro começa a funcionar em dezembro.

O aterro sanitário é a forma correta para a disposição dos resíduos sólidos urbanos, pois a área onde ele funciona é previamente impermeabilizada, não havendo contaminação do solo nem do lençol freático. Em Itajubá, o aterro de 560.000 m² terá capacidade para receber até 53 toneladas de lixo por dia.


Ele atenderá às diretrizes estabelecidas em 2001 pela Deliberação Normativa nº52 do Conselho de Política Ambiental (Copam) que convoca municípios para o licenciamento ambiental de sistema adequado de disposição final de lixo.


A obra também foi estabelecida de acordo com a Legislação Federal de Consórcios Públicos. As câmaras municipais de vereadores das seis cidades consorciadas aprovaram leis que autorizam cada município a participar do projeto.

Saiba mais sobre o projeto



 

Consórcio intermunicipal possibilita construção de aterro sanitário no Sul de Minas


Sandra Albuquerque

Orçado em um milhão de reais, o aterro sanitário seria um sonho para qualquer cidade pequena em termos econômicos. O consórcio feito no Sul de Minas possibilitou a transformação desse sonho em realidade, pois os gastos com o projeto foram divididos entre os municípios, proporcionalmente ao número de habitantes.


Pela iniciativa pioneira e comprometimento com o meio ambiente, as seis cidades consorciadas conseguiram, junto à Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru), 600 mil reais em verbas para auxílio na instalação do aterro.

A intenção de fazer um consórcio para a construção do aterro sanitário não surgiu apenas por causa de dificuldades econômicas, mas também geográficas. Algumas das cidades beneficiadas não possuem espaço adequado para esse tipo de obra, pois estão totalmente inseridas em Áreas de Proteção Ambiental (APAs).


Para conseguirem a permissão do Governo do Estado para a instalação do aterro sanitário, os seis municípios assinaram um Protocolo de Intenção que permite e regulamenta o depósito do lixo no aterro controlado, enquanto o outro não entra em funcionamento.


Semma – Itajubá
Vista aérea da área do novo aterro sanitário (56 hectares) – a obra foi orçada em R$1 milhão.




Cidades consorciadas planejam o destino do lixo


Sandra Albuquerque
Os consorciados também se comprometeram a dar destino adequado aos resíduos de saúde e a implementarem programas de coleta seletiva e reciclagem para diminuir a quantidade de resíduos depositados no novo aterro.


Uma das condicionantes para fazer parte desse consórcio, segundo a secretária de Meio Ambiente de Itajubá, Andriani Tavares, foi a elaboração do Plano de Gerenciamento Integrado de Resíduos Sólidos Urbanos em parceria com o Centro Tecnológico de Minas Gerais (Cetec-MG).


Esse plano exige que cada município esteja empenhado a dar a destinação correta para os diferentes tipos de resíduo gerado e coletado. “A idéia é fazer com que vá para o aterro apenas aquilo que é realmente rejeito e não pode ser reaproveitado”, afirma Andriani.


Um dos grandes benefícios conseguidos ao enviar para o aterro apenas aquilo que é rejeito é a possibilidade de aumentar ainda mais a sobrevida do aterro sanitário que está estimada inicialmente em 24 anos.


O aterro sanitário de Itajubá está sendo construído na Fazenda do Rancho Grande, há 2 km do atual aterro controlado. A estimativa é que, até dezembro, as obras sejam concluídas e o novo aterro já comece a funcionar.


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Aterro sanitário por consórcio é considerado como visão ambiental avançada


Sandra Albuquerque

Para a Secretaria de Estado de Desenvolvimento Regional e Política Urbana (Sedru) a iniciativa dos municípios de Itajubá, Piranguinho, Piranguçú, São José do Alegre, Wenceslau Braz e Delfim Moreira em construir um aterro sanitário por meio de consórcio intermunicipal é um exemplo que merece ser copiado por todo o Estado de Minas Gerais e até mesmo pelo país.


De acordo com a diretora de Execução de Projetos em Saneamento, Edicleusa Veloso, a instalação de aterros sanitários por consórcio obedece à legislação ambiental vigente reduzindo a quantidade de resíduos sólidos depositados no meio ambiente e dispondo-os de forma adequada.


Além disso, essa política traz também vantagens para os municípios consorciados, como a redução de custos com o tratamento do lixo devido à divisão dos valores entre os participantes, aumento da receita em virtude do ICMS Ecológico que os consorciados passam a receber e obtenção de recursos a partir de processos de reciclagem, compostagem e de material coletado por meio da implantação da coleta seletiva municipal.


A ação em conjunto para resolver, ou ao menos minimizar, o problema do lixo é uma atitude reconhecida pela secretaria como positiva e importante, que revela uma avançada visão ambiental e tecnológica. “Se pensarmos progressivamente, o Sul de Minas será uma das primeiras regiões a implantar uma usina de geração de energia a partir do lixo. É uma região que está à frente ecologicamente, muito competitiva nessa área e que quer dar melhor qualidade de vida à sua população”, finaliza Edicleusa.


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Consórcio facilita implantação de aterros


Sandra Albuquerque

A construção de aterros sanitários por consórcio pode ser uma alternativa para os problemas ecológicos e econômicos enfrentados pela maioria dos municípios. “No Sul de Minas é complicado respeitar a legislação ambiental vigente, devido aos lençóis freáticos e às Áreas de Proteção Ambiental (Apas), falta área para a implantação de aterros, por isso o consórcio pode ser a solução”, revela Edicleusa, diretora de Execução de Projetos em Saneamento da Sedru.


A Secretaria atua em três frentes na instalação de aterros sanitários no Estado. Uma delas é o processo de estruturação jurídica para fomentação do consórcio. A Sedru também fica responsável pela assistência técnica na instalação do aterro e apoio às cidades na captação de recursos e implantação da coleta seletiva.




Municípios veem aterro sanitário como garantia de futuro


Sandra Albuquerque

Antes do estabelecimento do aterro controlado de Itajubá, o lixo dos municípios vizinhos, Piranguinho, Piranguçú, São José do Alegre, Wenceslau Braz e Delfim Moreira era jogado de forma irregular e desordenada no lixão da cidade.


O lixo de Piranguinho, por exemplo, não passava por nenhum tratamento  nem mesmo o manejo ecologicamente correto. Era simplesmente recolhido e jogado no lixão sem nenhuma preocupação.


A união das seis cidades para tentar minimizar os danos ambientais e econômicos do lixão, transformando-o em aterro controlado, deu origem à idéia do consórcio intermunicipal para a instalação de um aterro sanitário em comum.


Para o prefeito de Piranguinho, Adoniran Martins Renó, o aterro sanitário é importante por ser uma alternativa para o destino final do lixo pelos próximos 20 anos, podendo se estender ainda mais se a quantidade de resíduos depositados diminuir. “Toda essa referência do aterro sanitário levará a uma maior conscientização de toda a população a respeito do desperdício e da produção do lixo”, diz Adoniran. O município de Piranguinho produz em média 2,4 toneladas de lixo por dia.


A cidade de Piranguçú produz diariamente cerca de uma tonelada de resíduos. Lixo que também não recebia nenhum tipo de tratamento antes do consórcio para construção do aterro sanitário.


“O aterro sanitário é muito importante para a população de nosso município,  tendo em vista que irá tratar o lixo de maneira correta, não havendo prejuízos ao meio ambiente”, diz a diretora do Departamento de Administração de Piranguçú, Gleisse Mara Dias Chaves Rennó.


Hoje, Piranguinho já possui a coleta seletiva, que é realizada pela Associação dos Catadores de Recicláveis do município. E Piranguçú seguiu o exemplo com a União de Catadores da cidade, que realiza a coleta seletiva nas áreas urbana e rural.

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Lixão é transformado em aterro controlado em Itajubá


Sandra Albuquerque

M Sandra Albuquerque
Parede de pneus para evitar a sedimentação do solo e recuperação da área verde do aterro.

O lixo gerado nas cidades de Itajubá, Piranguinho, Piranguçú, São José do Alegre, Wenceslau Braz e Delfim Moreira sempre foi depositado de maneira irregular e inadequada, a céu aberto, em uma área pertencente ao município itajubense, conhecida como lixão. Depois de inúmeras multas e autos de infração ambiental, a Prefeitura decidiu trabalhar para reverter essa situação.


Em 2005, para atender às normas estabelecidas pelo Copam foi estabelecida uma série de modificações para que o lixão de Itajubá se transformasse em aterro controlado. Essas alterações começaram com a retirada dos catadores de material reciclável do local.


As obras de regulamentação também incluíram o cercamento da área e construção de uma guarita, instalação de uma balança e de uma câmara fria para armazenamento adequado do lixo hospitalar, compactação e cobertura diária dos resíduos e a drenagem das águas pluviais e do chorume.


Como forma de proteção e preservação da área do aterro, ela foi cercada com plantas trepadeiras, as chamadas cercas vivas. Essas modificações foram feitas para tentar minimizar os danos e impactos ambientais e diminuir os gastos com multas causados pelo lixão.


Para transformar o antigo lixão em aterro controlado, as prefeituras de Itajubá e dos cinco municípios vizinhos que também depositavam seu lixo no local, utilizaram como recurso um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC).


Com esse TAC, o dinheiro que seria gasto com o pagamento de mais uma multa, em recursos para investimentos nas obras de modificações necessárias para classificar o aterro como controlado. Só o município de Itajubá investiu um montante de R$68.965,30, entre despesas com máquinas e material.


O aterro controlado de Itajubá será desativado em breve, assim que o aterro sanitário começar a funcionar. A intenção é restaurar toda a área ocupada pelo lixo hoje, a fim de que ela se transforme em um bosque ou parque aberto à comunidade.


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Conheça a rotina do aterro controlado de Itajubá


Sandra Albuquerque
O lixo depositado no aterro é compactado e recoberto diariamente pelos funcionários, exceto nos dias chuvosos, quando esse espaço aumenta e a ação é feita a cada três dias, no máximo. O chorume, líquido gerado pelo maciço de lixo recoberto, é trabalhado por um sistema de recicurlação. Ele é drenado para duas caixas e depois segue para um tanque e, depois, é pulverizado novamente sobre os resíduos compactados. Essa foi a solução mais viável encontrada para o aterro controlado de Itajubá, de acordo com a secretária de Meio Ambiente do município, Andriani Tavares.


Sandra Albuquerque
Para evitar a proliferação de animais e doenças o lixo é compactado e recoberto diariamente.





Conselho Estadual determina norma para deposição de lixo


Sandra Albuquerque
O Conselho Estadual de Política Ambiental do Estado (Copam), em sua Deliberação Normativa nº 52, convoca os municípios com população urbana superior a 50.000 (cinqüenta mil) habitantes para o licenciamento ambiental de sistema adequado de destinação final de resíduos sólidos urbanos. Segundo essa norma esses municípios precisam instalar um aterro sanitário para deposição do lixo.




Catadores do antigo lixão de Itajubá montam associação


Sandra Albuquerque
A organização da Associação dos Catadores de Material Reciclável de Itajubá (Acimar) foi uma das propostas apresentadas pela Prefeitura Municipal aos catadores que trabalhavam no antigo lixão, quando o projeto para a transformação em aterro controlado entrou em vigor em 2005.

MM Sandra Albuquerque
Todo o material que chega à associação é cuidadosamente separado pelos catadores para depois ser revendido.

Hoje eles chegam a retirar do lixo mais de 20 toneladas de material reciclável por mês. Ainda é pouco, pois não chega a 10% de tudo o que poderia ser reciclado, mas já é uma contribuição importante para o meio ambiente.

Como parceira da Acimar, a Prefeitura ficou responsável pelo pagamento de despesas como: aluguel do galpão onde a associação funciona, água, luz e telefone. Ela também disponibilizou um caminhão para a coleta de materiais e uma prensa industrial para os associados.


Embora as condições de trabalho tenham melhorado, os associados reclamam que os lucros eram bem maiores trabalhando no lixão. Outra dificuldade da Acimar está relacionada à infra-estrutura, pois o galpão precisa ser ampliado, assim como a quantidade de maquinário e os carros de coleta.



Veja o vídeo do dia a dia da Acimar


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Conheça as diferenças entre lixão, aterro controlado e aterro sanitário



O que é um lixão?

Um lixão é uma forma inadequada de disposição final de resíduos sólidos, caracterizada pela simples descarga do lixo  sobre o solo, sem nenhuma preparação anterior e sem medidas de proteção ao meio ambiente ou à saúde pública. Nele os resíduos são deixados a céu aberto e não existe nenhum controle quanto aos tipos de material depositados e quanto ao local de disposição.


No lixão também não existe nenhum sistema de tratamento de efluentes líquidos como o chorume, líquido escuro que escorre do lixo e é resultante de uma combinação química venenosa entre nutrientes (hidratos de carbono, lipídios, macrominerais e microminerais) e metais pesados (chumbo, cádmio, mercúrio e cromo, principalmente), que penetra pela terra contaminando o solo e o lençol freático.


Moscas, pássaros e ratos convivem livremente no lixão aumentando o risco de contração e disseminação de doenças, sobretudo porque muitas vezes crianças, adolescentes e adultos catam comida e materiais recicláveis para vender nesses lixões.


Sandra Albuquerque



O que é um Aterro Controlado?

O aterro controlado é uma fase intermediária entre o lixão e o aterro sanitário. Normalmente, o aterro controlado é uma célula adjacente ao lixão que foi remediado, ou seja, que recebeu cobertura de argila e grama idealmente selado com manta impermeável para proteger a pilha de lixo da água de chuva e captação de chorume e gás.


Esta célula adjacente é preparada para receber resíduos com uma impermeabilização e nela é possível dar conta dos impactos negativos, com, por exemplo, a cobertura diária da pilha de lixo com terra ou outro material disponível como forração.


Também há recirculação do chorume, que é coletado e levado para cima da pilha de lixo, diminuindo a sua absorção pela terra ou, eventualmente, outro tipo de tratamento para este efluente como uma estação de tratamento.


Sandra Albuquerque



O que é um Aterro Sanitário?

A disposição adequada dos resíduos sólidos urbanos é o aterro sanitário que, antes de iniciar a disposição do lixo, teve o terreno previamente preparado com o nivelamento de terra e o selamento da base com argila e mantas de PVC, extremamente resistentes.


Desta forma, com a impermeabilização do solo, o lençol freático não é contaminado pelo chorume que é coletado por drenos e encaminhado para o poço de acumulação. Dali, nos seis primeiros meses de operação, ele é recirculado sobre a massa de lixo aterrada.


Depois desses seis meses, quando a vazão e  os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado é encaminhado para a estação de tratamento de efluentes. A operação do aterro sanitário, assim como a do aterro controlado, prevê a cobertura diária do lixo, não ocorrendo a proliferação de animais, mau cheiro e poluição visual.


Sandra Albuquerque



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Semma - Itajubá

 


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