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Daniela Maria
O processo de destinação final de todo o lixo recolhido em Pouso Alegre é um problema para a cidade que não tem um aterro sanitário adequado para o tratamento do lixo. Na cidade, o Lixão Municipal está localizado na MG 290, sentido Borda da Mata. Segundo o diretor do Departamento de Meio Ambiente, Mauricio Dinizete Sales, os resíduos são colocados naquele espaço há mais de dez anos, sem nunca ter passado por um tratamento adequado no solo. Diariamente é recolhido na cidade de 70 a 90 toneladas de lixo.
Além da inadequação de disposição do solo, o Lixão Municipal sofre outros grandes problemas, pois ele fica a céu aberto à margem do Rio Mandú e próximo à capitação de água feita pela Copasa, empresa responsável pelo tratamento e distribuição de água fornecida em todo o município.
A empresa KTM Administração e Engenharia de Belo Horizonte trabalha na cidade desde 2006 e é a responsável por todos os serviços de limpeza urbana do município. No contrato, fica estipulado que é responsabilidade da empresa a “implantação, manutenção e operação de usina de compostagem (usina que controla a decomposição); implementação e manutenção de usina de reciclagem (reutilizar, refazer, dar novo utilidade a coisas já usadas e descartadas no ambiente) dos resíduos domiciliares.”
Para o tratamento dos resíduos, a empresa disponibiliza de cinco caminhões caçamba compactadoras de lixo e apenas um caminhão com carroceria para coleta seletiva de toda a cidade. O valor pago pelo serviço é de R$ 233.890,06, porém a empresa continua depositando os resíduos no Lixão Municipal sem a manutenção de usina de compostagem e reciclagem. Os materiais recolhidos pelo caminhão da coleta seletiva são depositados na Acampa (Associação dos Catadores de Material Reciclável de Pouso Alegre). Em Pouso Alegre não há oficinas de reciclagem, porque a Acampa é uma oficina de triagem.
Sales reconhece os problemas do Lixão, mas não prevê quando a administração municipal atual pretende realizar o que definiu como “necessidade de depositar o lixo em um aterro sanitário”. “Ao longo do tempo o lixo foi jogado de forma incorreta sem tratamento necessário do solo. Nesses 12 primeiros meses de trabalho, estamos buscando meios para tirar o lixão de onde não poderia estar. Pretendemos levar o lixo do município para um lugar licenciado. O lixo tem que ser jogado em um aterro sanitário”.
Conheça o dia a dia de um catador do lixão de Pouso Alegre
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