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Talise Rafaele
Há quase três anos a empresa KTM é responsável pela coleta de lixo comum, hospitalar e seletivo de Pouso Alegre. Há somente um caminhão para fazer a coleta seletiva em toda cidade. Nele trabalham quatro funcionários, o motorista Luiz Antônio Naves e mais três rapazes que recolhem o material porta a porta e depositam na gaiola do caminhão. Apesar de o trabalho ser feito dessa forma, em muitas ruas por onde o caminhão percorre os moradores não separam o material. Alguns por não saberem o dia certo da coleta passar na rua de sua residência e outros por ainda não terem recebido informação suficiente sobre a importância da separação do lixo orgânico e do lixo reciclável para o meio ambiente.
Segundo Luiz Antônio, é recolhido diariamente, em média, mil, a mil e cem quilos de materiais recicláveis. Todo o material recolhido no dia é entregue na Associação de Catadores de Material de Pouso Alegre a (Acampa), lá ele é separado, prensado e encaminhado para seu destino adequado. Maria Raimunda Rodrigues é fundadora e atualmente tesoureira da Associação. Antes de fundar a Acampa, ela trabalhava como catadora nas ruas e conta que o material não aproveitável que chega à Associação é encaminhado para o lixão da cidade.
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Talise Rafaele |
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A Coleta Seletiva é um importante caminho na destinação correta do lixo reciclável.
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Em entrevistas realizadas com dez moradores de diferentes bairros da cidade, seis não sabiam dizer o dia em que a coleta passa na rua de sua casa. Sete desses entrevistados reciclam semanalmente o lixo e quatro moradores entregam o material separado em casa para catadores ambulantes.
Andréa Maria Tribst Aguiar diz que não sabe o dia certo que a coleta passa por sua rua. “Corta meu coração quando o caminhão de lixo comum passa antes dos catadores, pois é tudo misturado”.
Jacqueline Neves de Oliveira é dona de casa e reside no bairro Primavera. Para ela, falta um pouco mais de conhecimento e cursos para estes profissionais, pois muitos ainda não têm consciência da importância da Coleta Seletiva. “Estamos num caminho árduo. Um bom começo seria seguir a regra dos três R’s: reduzir, reutilizar e reciclar. Preferencialmente nessa ordem, pois de nada adianta reaproveitar o lixo se o nível de produção dele continua alto. Dessa forma, reduzir a geração de resíduos urbanos já e um bom começo, pois implica, necessariamente, redução no nível de consumo.”
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