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Sandra Albuquerque
É na escuridão da noite que vários acontecimentos importantes para a manutenção do equilíbrio da biodiversidade na Terra acontecem, como a migração de aves, a alimentação de alguns animais e o metabolismo de diversas plantas. Também é só no escuro que o corpo humano produz adequadamente alguns hormônios. “Qualquer excesso ou desperdício de luz é considerado poluição luminosa”, diz o professor Francisco Dupas, da Universidade Federal de Itajubá (Unifei). A energia elétrica veio para facilitar a vida humana.
Lâmpadas de todos os tipos, formatos e cores servem para clarear estradas, casas, condomínios, empresas, praças, jardins, enfim, tudo. De utilidade, a luz passou a elemento de decoração e Paris vem perdendo o título de Cidade Luz para o resto do mundo.
O Sul de Minas não fica para trás quando a problemática é iluminação. É por isso que o Núcleo de Estudos, Planejamento Ambiental e Geomática/ Unifei (Nepa) e o Laboratório Nacional de Astrofísica, em Brasópolis (LNA) vêm estudando o desperdício de energia elétrica na região e alerta sobre os riscos e prejuízos causados pela poluição luminosa à biodiversidade regional, aos seres humanos e à ciência astronômica.
Dupas afirma que “pesquisas internacionais mostram que dormir em ambientes claros eleva o desenvolvimento de tumores malignos e estresse nos seres humanos e que espécies de hábitos noturnos e migratórios morrem aos milhares por causa do excesso de luz artificial”.
Outras doenças relacionadas ao excesso de luz e que atingem grande parte da população são a insônia e demais distúrbios do sono, disfunções hormonais e distúrbios de humor. As mulheres, talvez, sejam as maiores prejudicadas com esse tipo de poluição. De acordo com o pesquisador, estudos revelam que a luminosidade excessiva está relacionada com o desenvolvimento de tumores, sobretudo, o causador do câncer de mama.
| Otto Simas |
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| Vista parcial de Itajubá |
Saiba mais sobre a pesquisa
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